Hoje o causo é bem mais um desabafo.
Lendo a respeito da situação do Paraná, me lembrei quando eu, o Franco e outros amigos fazíamos vaquinha para os jogadores terem ao menos uma cesta básica para levar a suas familias. Lembrei quando a Majestade do Arco (Caju) me pediu para organizar com a torcida a limpeza de rosetas do gramado do Joaquim Américo, pois não tínhamos dinheiro nem crédito na praça para contratar um simples jardineiro. Lembrei as inúmeras vezes em que íamos atrás do time do CAP Brasil afora e sempre me perguntaram quem era este tal de Atlético????? Lembrei que quando ouvíamos noticias a nível nacional do CAP fazíamos festa… Ao menos falavam da gente. Lembrei da falta de camisas, de meias e de calções que vivíamos anos e anos afim. Lembrei dos improvisos de patrocínio, como papel higiênico Mili, Janjão, Ficap, e por ai ia. Patrocínio de atleticanos para seu time de coração, patrocínios estes às vezes costurados a mão pela querida Sônia Nasser, ali na antiga sala do conselho. Lembrei das camisas e calções desbotados e remendados. Lembrei que o que queríamos era ao menos ficarmos entre os dez melhores do brasileiro e ganharmos mais jogos do que perdíamos. E se ganhássemos algum paranaense era o máximo. Lembrei principalmente do senhor que após mais uma derrota frente aos verdes falou que tudo estava errado, que tudo tinha que mudar, falou tudo durante horas, hipnotizando a todos com suas afirmacões diretas e verdadeiras. Lembrei que o referido senhor assumiu por aclamação um Atlético falido e sem crédito algum nem no bar da praça Afonso Botelho. Lembrei que o referido senhor me chamava a atenção pela arrogância a prepotência, até a maneira curta e direta de afastar pessoas que a muito tinham transformado o Atlético em sua fonte de renda.
Lembrei da briga direta com a Rede Globo.
Lembrei como a Rede Globo tentou destruir o Atlético. Lembrei de quando toda a crônica se uniu contra o Atlético (estava crescendo demais). Lembrei deste senhor louco que dizia que teríamos CT,estádio, respeito, títulos e por aí ia e vai. Lembrei das cobranças descabidas feitas contra sua pessoa, torcida, crônica, políticas. Lembrei da campanha do mau caráter do Airton Cordeiro, que tentou e tenta destruir nosso Atlético por causa de uma briga política por ocasião da eleiçao do senhor Jaime Lerner. Lembrei de tudo isso, toda esta briga, todas estas conquistas que tivemos em 13 anos, para da noite pro dia vermos um cidadão fazer uma das coisa mais tristes que um ser humano pode fazer, que é trair seus amigos, jogar pela janela anos e anos de planejamento e voltarmos à época do faz me rir, em que não tínha-mos respeito nenhum, nem crédito. O meu maior medo é vermos os sonhos de um verdadeiro visionário, o senhor Mário Celso Petraglia, e de toda uma torcida, serem jogados fora, sem mais nem menos. Vemos hoje o senhor Ocimar (paranista) Bolicenho destruir toda a infraestrutura do Atlético, coisa que ele falava fazer quando era presidente do Paraná. Deixo a todos vocês uma só pergunta: Dá pra acreditar em um presidente que trai seus amigos de anos e contrata um ex-presidente de clube adversário como principal responsável pelo futuro do nosso Atlético? |
sábado, 10 de setembro de 2011
Lembrei !!!!!
O Machão Verdinho
É mais ou menos como se fosse uma fabula da borboleta. Mas, infelizmente, para mim verdadeira.
Há muito e muito tempo atrás, os verdinhos tinham entre um de seus membros um sujeito extremamente alto e forte. Metido a bater em tudo e todos. Era o terror em jogos dos verdinhos. Brigava com 3 ou 4 numa boa.
Eu, que de bobo nao tinha nada, sempre o evitava mas sempre notava que ele me olhava direto nos olhos e nao parava de me encarrar. Isso era sempre!
Com o tempo fui ficando meio que até com medo dele, pois as encaradas só aumentavam e eu via a hora em que ia tomar uma baita surra dele.
Nestas coisas da vida... Um belo dia estou na nossa Rua XV quando vejo o machão verdinho vindo em minha direçao. Mas que ligeiro, saio andando tentando escapar da provavel surra que ia levar. Vira daqui, vira de lá e nada. Ele sempre atrás de mim e cada vez mais perto.
Já sem alternativas resolvi parar e encarrar o bicho ..............
Ele veio cada vez maior e parou em minha frente. Me olha de cima em baixo, dá um tempo e fala: "Pô você saiu rápido. Eu só quero conversar com vc. Faz tempo que quero conversar com você, sempre achei você um cara bonito, simpático e tenho que te confesar: há muito tempo quero ver se conseguia ficar junto com você e quem sabe ir até meu ap para conversarmos e ..... sei lá nos conhecermos melhor."
Só aí eu compreendi o que ele queria: não era me bater, era soltar a borboleta que anciava bater asas de dentro dele.
Mais que ligeiro, e procurando não ofender o mordedor de fronha, fui descartando o assunto mostrando a ele que meu time era outro e que mesmo não tendo nada contra, não fazia minha praia.
Depois de muitos anos soube que o dito machão tinha mudado para São Paulo onde tinha se casado com um famoso travesti.
E o que digo: atrás de todo machão batedor, bate mesmo as asas de belas borboletas coloridas e carinhosas.
Há muito e muito tempo atrás, os verdinhos tinham entre um de seus membros um sujeito extremamente alto e forte. Metido a bater em tudo e todos. Era o terror em jogos dos verdinhos. Brigava com 3 ou 4 numa boa.
Eu, que de bobo nao tinha nada, sempre o evitava mas sempre notava que ele me olhava direto nos olhos e nao parava de me encarrar. Isso era sempre!
Com o tempo fui ficando meio que até com medo dele, pois as encaradas só aumentavam e eu via a hora em que ia tomar uma baita surra dele.
Nestas coisas da vida... Um belo dia estou na nossa Rua XV quando vejo o machão verdinho vindo em minha direçao. Mas que ligeiro, saio andando tentando escapar da provavel surra que ia levar. Vira daqui, vira de lá e nada. Ele sempre atrás de mim e cada vez mais perto.
Já sem alternativas resolvi parar e encarrar o bicho ..............
Ele veio cada vez maior e parou em minha frente. Me olha de cima em baixo, dá um tempo e fala: "Pô você saiu rápido. Eu só quero conversar com vc. Faz tempo que quero conversar com você, sempre achei você um cara bonito, simpático e tenho que te confesar: há muito tempo quero ver se conseguia ficar junto com você e quem sabe ir até meu ap para conversarmos e ..... sei lá nos conhecermos melhor."
Só aí eu compreendi o que ele queria: não era me bater, era soltar a borboleta que anciava bater asas de dentro dele.
Mais que ligeiro, e procurando não ofender o mordedor de fronha, fui descartando o assunto mostrando a ele que meu time era outro e que mesmo não tendo nada contra, não fazia minha praia.
Depois de muitos anos soube que o dito machão tinha mudado para São Paulo onde tinha se casado com um famoso travesti.
E o que digo: atrás de todo machão batedor, bate mesmo as asas de belas borboletas coloridas e carinhosas.
O Homem Montanha!!!!
Vou contar a vocês este caso como me foi contado pelo brilhante urologista JULIO GOMEL, atleticano de 5 costados e ex-dirigente, ex-presidente, ex-medico do Clube Alético Paranaense e o melhor que uma pessoa pode ser. Ele, Dr Julio Gomel,é.
Final da década de 50, nosso Atlético - mais uma vez - na pindaiba quando um grupo de atleticanos teve a idéia de fazer uma sauna ali no antigo (na época novo) ginásio. Pois o espaço ficava parado a maior parte do ano.
Bem, compraram todo o equipamento (vejam bem, os torcedores), pagaram a instalação e fizeram um coquetel de inauguração.
Marcaram para este mesmo dia uma exibição de Tele-Cath (luta livre), resumindo, diversas atrações.
Uma delas era o Homem Montanha. Vou tentar descrever a figura: mais ou menos 1,95 de altura e pesando seus 180 kilos, era extremamente forte.
Bem, os lutadores chegaram antes e o Homem Montanha foi usar o vaso sanitário. Usou, saiu e a vida que segue.
Lá pelas tantas começou a vir um cheiro estranho do banheiro, que ficava dentro na entrada do ginásio. O Dr Julio e mais algumas pessoas foram ver o que era. Se depararam com um troço de mais ou menos uns 2kls e 15 cn de largura entalado no vaso e que fedia terrivelmente.
Chamaram o rapaz para limpar e dá-lhe limpar o vaso, puxar a descarga e dá-lhe descarga, e nada do troço sair dali. Resumindo: após mais de uma hora do troço entalado ali e de se usar de tudo e não conseguir desentupir... Desistiram e foram tentar fazer a sauna começar a funcionar.
Mas, usaram tanta água para tentar desentupir o vaso sanitário, que acabou e não puderam inaugurar a sauna.
Formou-se uma verdadeira romaria ao banheiro para ver o troço do Homem Montanha. Se tivessem cobrado pela visitação teriam ganho muito mais do que vieram a ganhar com a sauna.
Bem a inauguraçao foi de uma sauna, mais a grande atração foi o troço do Homen Montanha
A Gaveta de 1978 ?????
Depois de perder o título de 78, foi descoberto que o goleiro na época tinha jantado com o tal feiticeiro em Santa Felicidade e com, nada mais nada menos que, Evangelino (que o lá de baixo o tenha em um bom caldeirão), isso 2 dias antes de começar as 3 partidas da decisão.
Tínhamos o melhor time, tínhamos o tesão da torcida engasgada com 8 anos sem títulos e loucos pra ganhar dos verdes.
Pelo sim pelo não... Perdemos com no mínimo 5 jogadores jogando todas as partidas abaixo da crítica e o treinador fazendo de tudo para perder para os verdinhos.
Não posso afirmar que este jantar teve algo a ver com isso, mas... Que ficou estranho ficou.
Tive o prazer de falar por mais de uma hora com o presidente Luck e, este chegando a chorar, me contou do jantar, dos pedidos de pagamento em dólares que certos jogadores fizeram se não nem entrariam nos jogos e o mistério: estes mesmos foram os que se esconderam nos 3 jogos da final... Foi no mínimo estranho!
Daí, vai que o Atlético joga na Baixada contra o Matsubara (Meu Deus, lembram deste time???) e com 15 minutos de jogo já perdia por 2 a 0.
Eu, que já sabia da historia, peguei um alicate e cortei parte do alambrado (gol de fundo). Entrei e não deixei mais ninguém entrar. Eles deveriam esperar meu sinal, daí sim entrariam.
O goleiro, que gostava de assinhas de frango, polenta e jantar com o inimigo, estava ali no gol de fundo comendo o 3º gol do Matsubara.
Quando me viu, não sei o que pensou, mas fui bem juntinho a trave e disse a ele: "Assim que acabar o primeiro tempo, você vai tomar um pau que nem a Santa Casa vai te aceitar...". Ele não respondeu nada. Ninguém da diretoria iria intervir, já estava tudo acertado.
O juiz apitou o intervalo. Me virei pra dar o sinal. Mas, quando virei de nova para o goleiro, ele já estava quase dentro do vestiário.
Ah, já ia me esqueçendo... Antes, ele já havia levado uma das maiores chuvas de talco que já vi. Todos atiravam seus saquinhos em direção a ele...
Corri atrás... A torcida não pôde entrar, pois a policia impediu... Dai, todos foram correndo pela reta em direção ao ginásio para cobrir de porrada o goleiro.
O goleiro? Soube depois que entrou correndo no vestiário, pegou sua bolsa e saiu voando da baixada. Correu até um táxi, pediu para ir ao hotel, isso ele todo branco do talco, com chuteira, camisa, calção e a bolsa.
Nunca mais voltou ao CAP, nem para receber.
Só uma coisa: dos 5, todos se transformaram em mediocres e com fama da gaveteiros. Nunca mais fizeram nada de importante nos gramados. Mas isso aí não é consolo nenhum, pois tinhamos perdido um titulo que estava ganho.
Tínhamos o melhor time, tínhamos o tesão da torcida engasgada com 8 anos sem títulos e loucos pra ganhar dos verdes.
Pelo sim pelo não... Perdemos com no mínimo 5 jogadores jogando todas as partidas abaixo da crítica e o treinador fazendo de tudo para perder para os verdinhos.
Não posso afirmar que este jantar teve algo a ver com isso, mas... Que ficou estranho ficou.
Tive o prazer de falar por mais de uma hora com o presidente Luck e, este chegando a chorar, me contou do jantar, dos pedidos de pagamento em dólares que certos jogadores fizeram se não nem entrariam nos jogos e o mistério: estes mesmos foram os que se esconderam nos 3 jogos da final... Foi no mínimo estranho!
Daí, vai que o Atlético joga na Baixada contra o Matsubara (Meu Deus, lembram deste time???) e com 15 minutos de jogo já perdia por 2 a 0.
Eu, que já sabia da historia, peguei um alicate e cortei parte do alambrado (gol de fundo). Entrei e não deixei mais ninguém entrar. Eles deveriam esperar meu sinal, daí sim entrariam.
O goleiro, que gostava de assinhas de frango, polenta e jantar com o inimigo, estava ali no gol de fundo comendo o 3º gol do Matsubara.
Quando me viu, não sei o que pensou, mas fui bem juntinho a trave e disse a ele: "Assim que acabar o primeiro tempo, você vai tomar um pau que nem a Santa Casa vai te aceitar...". Ele não respondeu nada. Ninguém da diretoria iria intervir, já estava tudo acertado.
O juiz apitou o intervalo. Me virei pra dar o sinal. Mas, quando virei de nova para o goleiro, ele já estava quase dentro do vestiário.
Ah, já ia me esqueçendo... Antes, ele já havia levado uma das maiores chuvas de talco que já vi. Todos atiravam seus saquinhos em direção a ele...
Corri atrás... A torcida não pôde entrar, pois a policia impediu... Dai, todos foram correndo pela reta em direção ao ginásio para cobrir de porrada o goleiro.
O goleiro? Soube depois que entrou correndo no vestiário, pegou sua bolsa e saiu voando da baixada. Correu até um táxi, pediu para ir ao hotel, isso ele todo branco do talco, com chuteira, camisa, calção e a bolsa.
Nunca mais voltou ao CAP, nem para receber.
Só uma coisa: dos 5, todos se transformaram em mediocres e com fama da gaveteiros. Nunca mais fizeram nada de importante nos gramados. Mas isso aí não é consolo nenhum, pois tinhamos perdido um titulo que estava ganho.
Uma Odisseia em Pato Branco
Chegamos a cidade e como sempre fazíamos ficamos no centro. Estacionamos o ônibus perto da igreja e fomos andar pela cidade. Antes, adverti a todos para se comportarem, pois sabe como é: prevenir nunca é demais.
Fui tranqüilo, já que não tínhamos nenhum mau elemento no meio (isso eu achava). Devo ter ficado, mais ou menos, meia hora fora quando chegam 3 membros da torcida gritando que estavam prendendo o ônibus e todos dentro dele.
Fui correndo ao ônibus e na frente do ônibus estava o padre e uma rádio patrulha. E dá-lhe esporro em alemão... Tentei saber o que aconteceu, daí o padre me diz com aquela voz inconfundivel de alemão de campo de concentração:
"A bummmba a bummmba, não consegue rezar missa pela barulho da bumba"
Daí fui saber que o Antártica (imaginem o porquê do apelido) tinha acordado e resolvido tocar o surdo, só que era hora da missa das 8:00!!! E ele tocou tanto que o padre ficou puto e foi acompanhado pela paróquia ver da onde vinha a tal "BUMBA".
Falei com o padre, falei com a polícia, pedindo mil e uma desculpas. E, finalmente, fomos liberados, mas não sem antes ouvir do padre (ele fazia parte da direção do Pato Branco): "Vocês escaparaammmm, mais a tarde se preparemmmm pois vcs não saemmmmm inteirrrossssssss da jogo".
Fiquei super preocupado... Tiramos o ônibus e ficamos ali pelo centro de Pato Branco (que conhecemos em mais ou menos 30 minutos).
Bem... Chegou a tarde e fomos pro jogo!!!
Atlético invicto, o campeonato todo batendo em tudo e em todos. Todos acreditavam em mais uma vitória.
Atlético invicto, o campeonato todo batendo em tudo e em todos. Todos acreditavam em mais uma vitória.
Aí, começa o surreal...
Chegamos no estádio... O chefe do policiamento chega e diz (juro por deus): "Vocês vão ficar no gol dos fundos. Entrem quietos e saiam calados. Se não o pau vai cantar"..................
Eu falei: "Pô, o senhor está dizendo que a policia vai bater na gente se gritarmos algo?"
Ele me responde: "De jeito nenhum, só vamos tirar os policiais da divisão de torcida e vcs que se garantam!"
Imaginem a cena... Nós em 30 pessoas contra, nada mais nada menos, que 4 mil torcedores adversários.
Como de bobo não tenho nada... Conversei rapidamente com o pessoal... Tínhamos levado umas 15 bandeiras e na época era permitido a entrada de bambu.
"Bem pessoal se o bicho pegar quebrem os bambus e se defendam".
O estádio encheu!!! Gente que vinha de todo lugar. Ficamos sabendo depois que o padre fez discurso na rádio da cidade, meio que assim "Olha vieram da capital e profanaram a igreja, desrespeitaram nossa cidade".
Até gente que nunca tinha ido a campo foi. E todos olhavam pra nós com aquela gana.
Só pra resumir... Quando o ônibus do Atlético chegou, teve não um mais todos os vidros quebrados!!! Meus amigos... era pedra que não acabava mais. A polícia só não contava que dentro do ônibus estava um Coronel da PM junto da delegação.
Ele desceu, chamou o Capitão da PM do estádio e desceu borracha. Os jogadores entraram no estádio. Bem, imaginei, agora beleza!!! Me enganei, e muito!
Quando olho do lado, uma das nossas bandeiras pegava fogo. Pô, mais da onde? Daí fomos ver que a piazada da cidade entrou por baixo das arquibancadas (que eram de madeira na época) e tinha tacado fogo em 5 bandeiras nossas.
Dá-lhe apagar fogo e bater na piazada em baixo da arquibancada (depois descobrimos que um dos rapazes, justamente o que eu tinha dado uns cascudos, era filho do prefeito).
Dá-lhe apagar fogo e bater na piazada em baixo da arquibancada (depois descobrimos que um dos rapazes, justamente o que eu tinha dado uns cascudos, era filho do prefeito).
Se o clima já era ruim... PIOROU!!!! E muito... era um tal de "seu preto fdp para cá", "vocês vao morrer"... e isso era o mais ameno de gritavam.
Juras e mais juras de que não sairíamos vivos (eu principalmente) de lá!
Começa o jogo e, pra ser sincero, era o que menos me importava naquela hora. O clima dentro do gramado era pior ainda... Era dirigente do Pato Branco entrando em campo... Era Prefeito em campo... O time do Pato Branco batendo do pescoço pra baixo e o arbitro sem dar nenhum cartão.
Já com 30 minutos do 1º tempo, 7 jogadores do Atlético já tinham cartão amarelo e os jogadores do Pato nenhum. Que fez nosso treinador??? Tirou 3 jogadores que já tinham amarelo e mandou que nossos jogadores não dividissem mais nenhuma jogada!!!
Já com 30 minutos do 1º tempo, 7 jogadores do Atlético já tinham cartão amarelo e os jogadores do Pato nenhum. Que fez nosso treinador??? Tirou 3 jogadores que já tinham amarelo e mandou que nossos jogadores não dividissem mais nenhuma jogada!!!
Enquanto isso, na arquibancada... Todos os bambus já tinham sido quebrados e estávamos na 30ª briga... De repente só escutei: GOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL.
Virei pro campo, Atlético 1 x0.
Pensei rapidamente: "Meu Deus!!! Por quê??". Comecei a procurar uma maneira de sairmos vivos de lá.
Daí, notei que, por baixo da arquibancada, tinha um caminho que dava pro muro do terreno ao lado... Cheio de mato bem alto e que depois deste terreno já tinha a BR.
Virei pro campo, Atlético 1 x0.
Pensei rapidamente: "Meu Deus!!! Por quê??". Comecei a procurar uma maneira de sairmos vivos de lá.
Daí, notei que, por baixo da arquibancada, tinha um caminho que dava pro muro do terreno ao lado... Cheio de mato bem alto e que depois deste terreno já tinha a BR.
Chamei o motorista do ônibus e falei: "Olha, faltam uns 30 minutos pra acabar. Sai devagar, pega o ônibus e leva ali pra BR e espere".
O Atlético ganhou de 3 x 1 (se não me engano). Juro que não vi nenhum gol!!!
Faltando 15 minutos, um a um dos nossos torcedores foram descendo, pulando o muro e fugindo do estádio... Tentem imaginar a cena.... Era gente com instrumentos musicais, outros com bandeiras e outros só correndo pra salvar a própria pele.
Faltando 15 minutos, um a um dos nossos torcedores foram descendo, pulando o muro e fugindo do estádio... Tentem imaginar a cena.... Era gente com instrumentos musicais, outros com bandeiras e outros só correndo pra salvar a própria pele.
Bem, fui um dos últimos... Correndo e vendo uma chuva de pedra cair por todos os lados. Entramos todos no ônibus, estilo filme policial com ele em movimento e fomos embora. Todos inteiros e sem saber o resultado do jogo.
Todo mundo feliz pensando: "Ufa, escapamos desta..." Ledo engano... uns 10 km depois: bloqueio e o pessoal da cidade nos esperando.
A sorte foi que o motorista não pensou duas vezes e meteu o ônibus por cima de uma Bellina que tinha sido atravesada na pista. Bateu e jogou a Bellina pra fora da pista... Daí sim fomos realmente embora.
Paramos para conserto e jantar... Sei lá, uns 100km depois estávamos todos lá querendo saber algo do time. Quando chegou o ônibus com a delegaçao tinha jogador ainda de chuteira. Ficamos sabendo que também tinham saído corridos do estádio... Até marca de bala achamos no onibus do CAP.
Paramos para conserto e jantar... Sei lá, uns 100km depois estávamos todos lá querendo saber algo do time. Quando chegou o ônibus com a delegaçao tinha jogador ainda de chuteira. Ficamos sabendo que também tinham saído corridos do estádio... Até marca de bala achamos no onibus do CAP.
Bem... Esta partida foi no 1º turno. Não preciso dizer que NUNCA mais voltei a Pato Branco... Nem mesmo passei perto de lá!
O Ventriloquo !!!!
O que era o ATLETIBA na década de 70???
Nosso time era mais uma vez quase que ridículo, mas a curva dos fundos, onde ficam os verdinhos hoje, era inteirinha nossa e estava mais uma vez lotada.
O Coritiba tinha Maisena e Puruca, mais o Eli Carlos no time, sem citar o Jairo no gol e o cafajeste do Hermes na zaga.
Só pra vcs terem uma idéia: o grande jogador do CAP era o Taquito(Ventriloquo) e, era verdade, ele era ventriloquo mesmo.
Começa o jogo, eu só vendo aquela gente meio louca gritando e vibrando por um time que, Deus me livre, para chamar de fraco tinha que melhorar muito.
Só dava Coritiba. No 1º tempo gol dos coxas (e pra minha surpresa) o juiz anulou. Impedimento. Bola na trave e nenhum ataque nosso.
Termina o 1º tempo e quem chegasse naquela hora, pensaria que quem estava ganhando ou jogando muito era o Atlético.
Começa o segundo tempo e só dava Coxa, mais um gol deles e mais uma vez foi anulado.
A torcida do Atlético parecia um verdadeiro bando de lunáticos. Apesar do domínio dos coxas, não parava um minuto de gritar. Eram centenas de bandeiras balançando ao vento. Todos nós já vibrando com este empate contra um time monstruosamente superior.
Veio o lance final...
47 minutos do segundo tempo. Escanteio para o Coritiba. Todos sobem ao ataque. O Taquito, com as mãos na cintura, no bico esquerdo da nossa grande área, era o jogador mais adiantado de nosso time. Nossa torcida calou. Todo estádio só esperando o gol dos Coxa.
Bateram o escanteio e, nessas coisas que só a bola sabe, ela explodiu em direção ao Taquito. Ele começa a correr e a loucura se instala no estádio. O desespero da defesa dos Coxas... É simplesmente fabuloso!!!
Imaginem a cena: ele (Taquito) correndo feito um fundista e todo, sim todo time do Coritiba, correndo atrás dele...
A torcida do Atlético parecia que corria junto... Todos tensos... Não se ouvia nada, só o som de milhares de gargantas gritando: "VAI TAQUITO,VAI TAQUITO"
Chegando na grande área dos Coxas, a figura gigantesca do Jairo (uma verdadeira muralha negra) cresce na frente dele. O Hermes tenta dar uma voadora mais erra o alvo.
Taquito, já cansado, chuta................... A bola corre... Jairo pula certinho no chute rasteiro... E a mão gigantesca dele vai pegar a bola ................
Nossa torcida cala............. A defesa é certa ..........................
Mas... um montinho, ou um toquinho de grama divino, faz com que a bola pule e passe por cima das mãos gigantescas do Jairo.
Não sei se demorou 1, 2, 3 ou 10 segundos a trajetória da bola... Mas eu olhava e via gente pasma, tensa, que não gritava, só olhava e pedia a Deus para que esta bola, neste mísero chute, entrasse.
O que me lembro depois é um som que nunca mais saiu da minha mente...
GOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLL
Do Atlético... Aos 47 minutos do segundo tempo...
Do Atlético... Aos 47 minutos do segundo tempo...
Taquito tira a camisa, joga no meio da torcida dos Coxas e cai desmaiado.
O Coxa deu a saída e o juiz encerrou a partida.
Nossa torcida ficou ao menos uma hora dentro do estádio vibrando. De novo, peço que vocês imaginem a cena:
Milhares de pessoas saindo andando do Couto Pereira e indo juntos, cantando e vibrando, em direção a Baixada. Passando pelo meio da cidade. A Rua XV tomada do começo ao fim... Só se via um mar de vermelho e preto... Centenas de bandeiras, pessoas que não se conheciam abraçadas, rumo a baixada.
Chegamos lá uma hora depois do fim da partida e a praça do Atlético estava simplesmente tomada de nossa gente. A festa foi demais...
No dia seguinte, a tribuna do saudoso Amatuzze, estampava em letras garrafais:
E O POVÃO ,CANTOU E VIBROU NO ALTO DA GLORIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
neste endereço a narração do IMORTAL LOMBARDI JUNIOR ANO 1976...ARREPIANTE
http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/campeonato-paranaense/conteudo.phtml?id=1253292
A Vozinha do Capeta !!!!
Nós tínhamos Nivaldo, Sotter, Jair Gonçalves e muitos outros bons jogadores. Jogo nervoso e
difícil e, pra ajudar, o árbitro era o rei do empate em clássicos: Afonso Vitor de Oliveira.
Nessa época, tínhamos muitas torcidas: a Fanáticos, os Guerrilheiros da Baixada, a E.T.A.F.
(Esquadrão da Torcida Atleticana Feminina), a Torcida Atleticana de Antonina e a NAÇÃO
Atleticana, a qual eu fazia parte na época. Ocupávamos o gol de entrada do couto e a Nação ficava
bem na divisa com a torcida dos verdinhos, quase na reta.Como é natural da torcida atleticana...
Festa divina, muito talco, muitas bandeiras, papel picado e tudo de bom que tínhamos
na época.O bandeira deste jogo (me recuso a falar o nome) sempre que tinha oportunidade
prejudicava o Atlético. Não só nesse, mas em outros jogos, sempre tentando de tudo contra o
Atlético. No primeiro tempo tivemos ao menos 4 chances reais de gol, mas todas eram barradas
com os alegados impedimentos do ataque. O bandeira errou em ao menos 3 lances fáceis. Sempre
contra o Atlético. A torcida já tava muito p..... com o sujeito e ele só estragando o jogo.Quando
veio o segundo tempo e junto o lance que decidiu o clássico. Contra-Ataque coxa, e o bandeira
levanta a bandeira marcando o claro impedimento dos verdes. A defesa atleticana titubeia
esperando a marcação, mas ele (o bandeira) abaixa rapidamente a bandeira e manda o lance
correr. Continua a jogada e gol de Lela.A torcida explode de raiva. Os jogadores espumam de
raiva. Todos do nosso lado inconformados com o lance. Estoura uma violenta briga entre
torcedores do Atlético e do Coritiba na divisa de baixo das torcidas. Do lugar onde eu estava, vi
que tinha muitas crianças na confusão. Não pensei duas vezes: fui lá em baixo para ver se
conseguia parar com a briga. Quando desci, desceu ao menos mais 20 membros da torcida junto.
Quando chegamos lá, a confusão já tinha praticamente sido controlada pela policia militar e o jogo
continuava.Foi quando ouvi a tal VOZINHA DO CAPETA!Alguém falou no meu ouvido: "Entra lá
e bate no bandeira MARCÃO!!!"Quando olhei, a torcida de baixo já tinha feito um baita buraco no
alambrado. Fiquei cego na hora. Quando vi, já estava dentro do gramado correndo e agredindo o
bandeira.A torcida atleticana neste momento explode. Começam a gritar meu nome "Marcão,
Marcão, Marcão". Senti o que muitos jogadores sentem quando tem seu nome gritado pela torcida
e posso dizer a vocês que é embriagante. Você se sente o máximo, indestrutível, invencível.E a
tal vozinha me fala, mais uma vez, bem baixinho: "Pô, você já tá aí. Então vai lá e bate também no
juiz e acaba com a partida."E eu, feito um imbecil, fui. Só tinha me esquecido que estava com um
daqueles tênis chinesinho (quem teve ou usou um sabe que pra escorregar não tem coisa melhor).
Corri, corri, corri e, quando fui tentar frear minha corrida, fui escorregando em direção ao Afonso
Vitor..... Ele me escorou, eu caí e veio a besteira da PM. Em vez de rapidamente me imobilizarem e
me retirar do estádio, vem um capitão da PM e diz bem alto: "Quebra o braço dele, quebra o braço
dele".O Nivaldo, que estava perto, vai pra cima do PM que me segurava e, do nada, o Rafael entra
no meio batendo em tudo e em todos. A PM me leva em direção ao vestiário do Atlético. O Nivaldo s
só fala para eu cair e depois sai correndo pro nosso vestiário. Mais do que ligeiro, caí. E assim que
o PM me soltou, saí correndo para o vestiário.Nesse caminho, descendo a escada, dou de cara com
o tal Capitão. Não pensei duas vezes: meti os dois pés nele e continuei minha corrida pro
vestiário.Entrei no vestiário e o tal feiticeiro tenta me tirar pra fora. Nunca me esqueci... O Nivaldo
peitou ele e não deixou que o feiticeiro me tirasse do vestiário.Do lado de fora a coisa não parou. A
PM tentando entrar no vestiário e os jogadores não deixando.Depois de muito tempo, o Sr. José
Carlos Ciccarrino (uma das grandes pessoas que conheci em minha vida e com quem, infelizmente,
errei feio), presidente da Nação na época,disse vem.Nos preparamos para tentar sair. Chego na
porta e tem um senhor baixinho, bem trajado, me esperando também. O corredor estava cheio
de PMs doidos para pôr as mãos em mim.Do nada, aparece o tal Capitão e empurra o senhor
baixinho (nunca soube seu nome). Olha para mim e diz: "Você está preso!" O senhor baixinho pede
calma e tenta argumentar com o capitão. O capitão, pra lá de brabo, grita:"SAI DA FRENTE
BAIXINHOO senhor, que até aquele momento pedia calma e falava baixo, solta um
grito:"BAIXINHO É A SUA MORAL. PARA VOCÊ SOU VOSSA EXCELÊNCIA (e mostrando a
carteira).SOU DESEMBARGADOR DO ESTADO E SE ALGUÉM TOCAR NO MARCÃO VOCÊ
VAI CUIDAR DO SEMÁFORO DE QUITANDINHA..........."O silêncio que se seguiu foi enorme.O
senhor me pegou pelo braço e fomos passando no meio dos PMs. Estes babavam de ódio, mas não
encostaram um dedo em mim.Quero dizer que realmente, não só da boca pra fora, me arrependi de
tudo que fiz neste dia, pois muitas pessoas poderiam ter até morrido e se ferido seriamente em uma
atitude IMBECIL que tive.A única coisa boa, por assim dizer, foi que eles, os verdinhos, ganharam
mas não puderam comemorar saíram calados do alto da gloriae hoje em dia tenho uma boa
amizade com o Afonso Vitor que, apesar de ter errado muito contra nosso atlético, é gente boa.
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